" No início da colonização de Urussanga, certamente os únicos peixes que foram consumidos viviam no rio que corta a cidade. Posteriormente, com a construção da ferrovia Dona Tereza Cristina e a ligação com o porto de Imbituba, o bacalhau importado começou a chegar na Benedetta.
Armazém como o dos Nichelle, de Quintino Piovezan, Luiz Zanatta e Valmor Bez Batti marcaram épocas com bacalhau pendurado nas portas e caixas de madeira com camarões secos colocadas de pé nas calçadas. Mas o preço era tão salgado quanto o produto. Assim, cada família comprava uma porção pequena e as nonas se encarregavam de multiplicar o sabor.
A receita mais usada para preparar o bacalhau era a que possibilitava um maior aproveitamento. “As mulheres ensopavam o bacalhau e as nossas nonas colocavam leite e maizena para engrossar. Lembro que só a Dona Zita, esposa do Dr. Aldo Caruso Mac Donald, fazia uma receita diferente. Ela colocava no forno para assar. Eu nunca me interessei de aprender como ela fazia, mas fui comer este bacalhau de forno muitos anos mais tarde em Foz do Iguaçú”, arrematou Ghisi."
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